ENTREVISTA – Marco Ebling – Palestrante e Coach Executivo
Quem é MARCO EBLING?
Palestrante e Coach Executivo, Marco Ebling é formado em Ciências Econômicas pela FACEC, possui MBA em Gestão Estratégica de Negócios pela UFMS e MBA em Coach Executivo pela FAPRO. É, também, Corretor de Seguros habilitado pela FUNENSEG – Fundação Escola Nacional de Seguros.
Ao longo de sua trajetória, passou por marcas como Chevrolet, Fiat, Toyota, Hyundai, Bic Banco, Banco GM e importantes Companhias Seguradoras como Novo Hamburgo, Bamerindus e AGF, conhecendo de perto diferentes culturas, estratégias e realidades do mercado. Foram muitas histórias vividas – algumas desafiadoras, outras até inusitadas – que moldaram sua visão sobre o mundo das vendas.
Desde 2019, compartilha conhecimento em palestras de alto impacto, com linguagem acessível e transformadora. Agora, apresenta sua nova Palestra “Vanda Mais e Conquiste sua Independência Financeira”.
1. Marco, como a sua trajetória pessoal moldou sua visão sobre vendas?
R: Eu vim de uma família de vendedores: meu pais e meus irmãos mais velhos, já trabalhavam nessa área e eu comecei vendendo máquinas agrícolas no Mato Grosso, aos 18 anos. Enfrentava lama na chuva, areia na seca, visitando fazenda por fazenda. Depois, fui para o setor de seguros, batendo de porta em porta no calor de 40 graus em Cuiabá. Então, antes de palestrar, eu vivi o chão da venda. Por isso, falo com quem está na linha de frente com verdade e empatia.
2. Vender já foi mais difícil pra você do que hoje?
R: Muito mais! Já vendi consórcio, seguro e até tive gente que confundiu a empresa de seguros para a qual eu trabalhava com empresa de hambúrguer. (risos) Mas foi aí que aprendi a adaptar meu discurso, a criar conexão e confiança. A venda começa muito antes da proposta.
3. Conta essa história do hambúrguer pra gente!
R: Eu trabalhava para a Seguradora Nova Hamburgo e vendia seguros de vida. Naquela época, nós íamos atrás dos clientes literalmente, prospectando e indo até os estabelecimentos. Um dos nichos que estava na minha programação, era o ramo de panificadoras. Então eu chegava nas padarias e dizia: Olha, eu sou Marco, da Seguradora Nova Hamburgo e eles já deduziam que era para vender hambúrguer para a padaria…rss…aí eu resolvi fazer outro tipo de abordagem…rsss
4. Marco, você costuma dizer que o vendedor é o grande protagonista dos resultados nas empresas, mesmo em tempos de e-commerce e automação. Por quê?
R: Porque máquina não cria vínculo. Pode até fazer uma venda, mas não gera relacionamento. A venda verdadeira, aquela que fideliza, acontece no contato humano. Empresas que apostaram só no digital e descartaram sua equipe de vendas estão colhendo prejuízos. Quem segura a empresa no campo é o vendedor. É ele quem entende a dor do cliente, adapta o discurso, cria confiança e faz o negócio girar de verdade.
5. Na sua palestra você fala sobre neuroplasticidade. O que isso tem a ver com o trabalho do vendedor?
R: Tem tudo a ver. Neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de se adaptar. E o vendedor precisa disso o tempo todo. Cada cliente é diferente, cada situação é nova. A venda é dinâmica, exige atenção, foco e flexibilidade. Vendedor que se abre para o aprendizado contínuo, que testa novas abordagens, que erra e corrige, está fortalecendo o cérebro e ficando mais preparado para gerar resultado — mesmo sob pressão.
6. E sobre orgulho da profissão…Ainda existe muito preconceito com a palavra “vendedor”?
R: Existe, e é um erro grave. Alguns trocam o nome por “consultor” ou “representante” achando que isso valoriza mais. Eu acredito o contrário. Temos que ter orgulho em dizer que somos vendedores. Somos o motor da economia. Ninguém fecha as portas porque não tem marketing. Mas falta de venda derruba qualquer empresa. O vendedor é o elo entre produto e cliente, entre empresa e resultado. E isso é nobre.
7. Com tanta tecnologia, ainda vale a pena apostar no contato humano?
R: Agora, mais do que nunca. O digital agiliza, mas não substitui o emocional. As pessoas ainda compram por confiança. Uma ligação, uma visita, uma conversa olho no olho — isso gera conexão, empatia e vendas duradouras. O vendedor que entende isso sai na frente. Ele não vende só produto, ele vende segurança.
8. Qual é o principal erro que você vê nos vendedores atualmente?
R: Muitos ainda enxergam o cliente como uma meta e não como uma relação. A venda não acaba na assinatura do contrato. O acompanhamento pós-venda é onde mora o ouro — é aí que nasce a fidelização e a recomendação.
9. Você fala muito sobre a “Jornada do Cliente”. O que isso significa na prática?
R: Significa estar presente mesmo depois da venda. O cliente quer saber que você se importa. Um simples “como foi sua primeira viagem com o carro novo?” pode ser o início de uma relação duradoura. Vendedor que acompanha o cliente, vende de novo — e sem esforço.
10. Como a jornada do cliente pode impactar o resultado da empresa?
R: Quando o cliente se sente cuidado, ele vira promotor da marca. Ele indica, ele volta, ele defende. Isso reduz o custo de aquisição e aumenta a receita. Ou seja: o vendedor engajado gera lucro sustentável.
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Contatos do palestrante e coach Marco Ebling:
Whatsapp (11) 97619 8383
E-mail: marcoebling@gmail.com

Com material da nossa grande amiga Alê Iara Cunha
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Originally posted 2025-06-20 15:18:47.
